Vovós modernos reinventam a velhice

Idosos fogem de estereótipos e, além de curtir os netos, se dedicam a exercícios e à escrita

Quando não está na academia, malhando três vezes por semana com a mulher em um grupo de idosos, o aposentado Edson Cavaletti, de 66 anos, toma uma cervejinha e vende moedas antigas pela internet. Todo domingo, almoça com os três filhos e três netos. Às vezes durante a semana, algum neto faz uma visita, mas agora que estão crescendo, diz Cavaletti, acabam se ocupando com outras atividades. Além da função de avô ele é, sobretudo, um homem ativo: ocupa o tempo livre com atividades físicas e prazerosas.

Esta quarta-feira, 26 de julho, Dia dos Avós, é mais um dia comum de treino para ele. Como todas as segundas, quartas e sextas, nos últimos quatro anos, ele estará às 10 horas na academia Bio Ritmo do shopping West Plaza, na zona oeste de São Paulo, fazendo aeróbica e exercícios voltados para alunos acima de 60 anos. Cavaletti e a mulher, Neide Aparecida, de 67 anos, também aposentada, exercitam-se com outros 18 colegas – ou melhor, amigos. De tão próximos, os alunos da turma criaram um grupo no WhatsApp e, quando um deles falta, os outros se preocupam.

“Sinto que não consigo mais ficar sem as aulas. Se estou de férias ou faço uma viagem, sinto falta de fazer exercícios. Quando tem um grupo de pessoas da mesma idade, a gente acaba se apegando. Perguntamos no grupo por que não veio, se foi viajar… O grupo também acaba incentivando você a participar, a estar junto. Não é só o fato de fazer exercício, mas tem a companhia, a amizade”, diz o aposentado.